8 de abril de 2014

Aperta um... baio!! Oficina sobre fumo em corda no Pira Rural!!!

Bom dia gurizada!!
Seguimos com mais uma oficina que vai rolar no Pira Rural esse ano. Saca só!!!

Oficina: Aperta um... baio!
Oficineiro: Alexandre Emmanouilidis ("Greguinho")
Participantes: até 25 pessoas.



Foto: autor desconhecido
Cigarro de palha, crioulo, palheiro ou até baio são algumas denominações do cigarro feito a partir do fumo em corda aqui no sul do país. O gaúcho o faz a partir da palha do milho porque historicamente era o material mais à mão existente se comparado ao papel, artigo bem mais escasso nos primórdios da colonização do estado. Não nos propomos aqui a traçar a origem do palheiro e sim falar de sua confecção, seu preparo a partir do fumo em corda, produto este que atingiu seu ápice por agricultores da região nas décadas de 1950 a 1970.

O nome baio provém da semelhança de cor da palha com o pelo do cavalo ou do leão que aqui no sul chamamos assim: leão baio, cavalo baio. É citado na literatura gaúcha, como podemos constatar no conhecido conto de João Simões Lopes Neto, Trezentas Onças, da obra Contos Gauchescos (1912).

O fumo em corda é uma das variedades de tabaco, diferente, portanto, do fumo Burley (de galpão) e do Virginia (fumo de estufa), amplamente utilizado na confecção de cigarros em todo o mundo. 

Basicamente, hoje são produzidos dois tipos de fumo na região Centro Serra, local onde se realiza o Pira Rural: o fumo de rolo, o produto mais tradicional na região nas décadas passadas. O outro tipo de fumo é o chamado Cordão, atualmente o mais produzido desse dois. 

Foto: autor desconhecido
O fumo é produto das Américas, cultivado pelos povos primitivos (ameríndios) e disso advém o costume de fumar nos momentos de descanso como um ritual entre amigos que querem dividir algo muito importante. O fumo em corda caiu em desuso pela grande maioria dos fumantes com o crescente aumento das atividades produtivas controladas pela indústria fumageira que produz um cigarro pronto para fumar a qualquer momento e que apresenta uma queima mais homogênea e por outros fatores. 

O homem do novo milênio, o trabalhador seja masculino ou feminino, não tem mais tempo ocioso para o hábito do palheiro e parte assim para algo mais “prático”. Na década de 50, o cigarro de maço (carteira) aparece no cinema mundial como um símbolo ligado aos homens fortes, enfim como um modelo de auto-afirmação.

No Pira Rural os interessados em conhecer mais e degustar o fumo em corda, palheiro, baio ou crioulo, terão a oportunidade. 
Não percam!! ;)