23 de fevereiro de 2017

Do Chumbo à Pluma - Da selva de pedra para a Cascatinha!

Foto: Divulgação.
Salve, salve, amiguinhos!!

Essa edição vem cheia de novidades, e tem mais uma estreia agora na Cascatinha!!

Marcelo Gross, guitarrista e compositor da Cachorro Grande iniciou seu trabalho solo no ano de 2013 com o lançamento do disco Use o Assento para Flutuar, disco que apresenta sonoridade mais crua, gravado no Estúdio Submarino em SP. Em 2017 apresenta seu segundo disco solo...

Chumbo & Pluma

Num momento em que as pessoas não param 5 minutos para prestar atenção em uma música resolvi ir na contramão e lançar um "álbum duplo" que reflete essa polarização extrema em que vivemos no mundo atual de opiniões tão adversas, tão "preto" ou "branco", tão "Ying" ou "Yang": "Chumbo" é um disco de rock pesados e letras que falam sobre a vida e o "noite-a-noite" na cidade grande e "Pluma" é um disco de baladas acústicas delicadas, com arranjos de orquestra, que refletem um mundo mais calmo, como a vida no campo. 


O disco foi gravado ao longo de 2016 com muitos takes ao vivo nos estúdios Submarino, (com a ajuda e produção do baterista Clayton Martin) e os vocais e "perfumarias"  feitos no estúdio Da house em São Paulo (com a ajuda do maestro Lucas Mayer, que junto com o Clayton Martin e eu assinamos a produção do disco).

O "álbum Branco" dos Beatles foi uma grande referência, pois as canções são distintas entre si e apresentam sonoridades diferentes. Mas as outras referencias são bem variadas: Neil Young, Arnaldo Baptista, Secos & Molhados, The Drifters, Bufallo Springfield, Ry Cooder, Keith Richards...

São 22 musicas, 10 do "Chumbo" e 12 do "Pluma", que vai levar o ouvinte a uma viagem da loucura da cidade até paz do campo e que refletem bem essa "Dualidade" em que vivemos hoje. "
O Vinil e o CD saem numa parceria do "180 selo fonográfico" com a Dafne music!

Para o Pira Rural, Gross está preparando um setlist especial cheio de lisergia e experimentalismo.

Festival Pira Rural
Coletivo Clube Mundo

16 de fevereiro de 2017

A troca espiritual através do jazz!

Foto: Divulgação/Montagem: Pira Rural.
Salve, salve, amiguinhos!!!

E seguindo o baile, vamos com mais uma atração finíssima que vem forte pra se apresentar na Cascatinha: é a Kula, que vem de Porto Alegre trazendo seu jazz para o palco Ricas Abóboras.

Com o recente lançamento do seu primeiro álbum KULA, que concorreu em cinco categorias do Premia Açorianos de Música 2016, o grupo foca no trabalho autoral, além de releituras de grandes names do Jazz, como Parker, Coltrane, Davis, entre outros.


Vale ressaltar a entrega emocional do grupo, muito comum nos raízes africanas e no spiritual jazz. Neste espetáculo será possível sentir de perto toda a fé e energia que a KULA transmite, pois como o nome já diz, Kula significa "troca espiritual". KULA e formada por Franco Salvadoretti no Flauta, Ronaldo Pereira no Saxofone Tenor, Max Sudbrack no Piano, Rodrigo Arnold no Contrabaixo e Martin Estevez no Bateria.


(51) 99716-7190 - Ronaldo Pereira

Festival Pira Rural
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Ingressos à venda logo mais!!

Olá amiguinhos!!

Passando para lembrar que logo mais, ao meio dia, os ingressos pro Pira Rural 2017 estarão disponíveis para venda.

Acessem o menu INGRESSOS aqui na nossa página e confiram como proceder. Não marquem bobeira!!

Boa sorte a todos!
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15 de fevereiro de 2017

Excursões habilitadas para o Pira 2017!!

Salve, salve, amiguinhos!!

Saiu a lista de excursões que estão habilitadas e com ingressos pro Pira Rural 2017!!
Confere la no menu EXCURSÕES, que tem todas as informações de cada uma..


Foto: Christofer Dalla Lana.

Interessados devem entrar em contato diretamente com as excursões para adquirir o ingresso + lugar na excursão.

Lembrando que: esses ingressos são apenas para pessoas que vem juntamente na excursão. Não adianta comprar e vir de carro!!! A ideia aqui é justamente reduzir o número de carros, tendo em vista a falta de espaço físico, e também a ideia mais sustentável do transporte coletivo. :)

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14 de fevereiro de 2017

Encerrado o cadastro de excursões para o Pira 2017!!


Olá amiguinhos!!

Está encerrado o cadastro de excursões para o Pira Rural 2017!!!

Devido ao grande número de interessados cadastrados, os ingressos destinados para excursões já estão esgotados!!

Infelizmente, não temos mais espaço disponível, e manter o cadastro aberto faria apenas com que descartássemos as demais excursões inscritas daqui pra frente...

Todos os inscritos até esse momento vão conseguir ingressos, mas em número menor do que o solicitado!!

Até amanhã (quarta, dia 15) ao meio dia, entraremos em contato com todos os organizadores para estabelecer certinho o número de ingressos disponíveis para cada um, e posteriormente divulgaremos no nosso site e redes sociais as excursões habilitadas.

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Atenção ao horário!! Logo mais tem inscrição de excursões...

Bom dia amiguinhos!!

Fiquem atentos, porque logo mais, meio dia em ponto, abrem as inscrições para as excursões que querem vir ao Festival esse ano.

Lembrando que o número de ingressos solicitados pelas excursões será avaliado e disponibilizado de acordo a tornar viável a maioria das excursões, assim como pelo histórico de cada uma junto ao Festival (caso já tenha saído em anos anteriores), valendo para essa avaliação, a ordem de inscrição das excursões.

As demais explicações estão no menu EXCURSÕES no nosso site, e o link para acesso do formulário é esse abaixo.

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10 de fevereiro de 2017

Atenção: novas inscrições abertas!!

Atenção amiguinhos!!

Novas inscrições abertas no nosso site!!!!
São as inscrições para voluntários, cobertura colaborativa, e para expor e vender produtos na banca do Festival...
Acessem o menu Editais/Inscrições e confiram!!


Além disso, também estão rolando ainda as inscrições para oficinas e intervenções!


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Unindo versos e mesclando ritmos...

Bom dia amiguinhos!!

Sexta-feira tem sido dia de muitas divulgações do Pira 2017!!
Então pra começar os trabalhos hoje, vamos com uma atração nova na Cascatinha..
Para subir pela primeira no Ricas Abóboras, vindos de Santa Maria: Pegada Torta.

Foto: Divulgação/Montagem: Pira Rural.

Para ouvir a voz da boca do monte, dê um tempo pra a vida e não a vida pro tempo. Para ouvir a voz da boca do monte veja o mundo mudar e melhorar a cada eu virando nós, pois para ouvir a voz da boca do monte é preciso sonhar voar infinito, é preciso crer num mundo melhor, é preciso entender que a soma disso tudo e mais um pouco somos nós...Para ouvir a voz da boca do monte é preciso ser gente e deixar que a vida seja um grande arco-íris a nos mostrar que toda riqueza está do lado de dentro, é viva e responde pelo nome de amor. E foi para ouvir a voz da boca do monte que nasceu Pegada Torta, nasceu pra unir versos, pra mesclar ritmos pra valorizar a expressão da nossa terra. Por que não parar pra ouvir essa voz que vem do peito, sendo a boca do monte o coração?



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7 de fevereiro de 2017

Depois de fazer cair a casa em 2016, eles estão de volta!!!

Foto: Divulgação/Montagem: Pira Rural.
Olááá amiguinhos!!

E vamos seguindo, que fevereiro começou forte!! E quem volta ao palco do Pira Rural depois de fazer uma apresentação de cair a casa em 2016 é a gurizada da banda Kiai.

Kiai é um grupo de música instrumental oriundo da cidade de Rio Grande, formado no ano 2014 e composto pelos instrumentistas Marcelo Vaz (teclado/piano), Isaías Soares "Zaza" (guitarra), Lucas Fê (bateria) e Dionísio Souza (baixo elétrico), músicos atuantes no cenário musical. Os integrantes já realizam diversos trabalhos juntos e participavam de outros projetos também em paralelo.

A parceria surgiu, inicialmente, com o intuito de formar um grupo de estudos para praticar temas musicais de comum interesse. Da junção, que gerou ainda mais convivência e interação, é que surgiu a possibilidade de executar músicas próprias e também arranjos de temas selecionados pelo grupo.

Entre os principais objetivos do grupo, destaca-se, oportunizar situações em que diferentes públicos tenham acesso à música instrumental, visando a possibilidade de levá-la aos mais variados locais. O Grupo tem feito concertos em casas especializadas e diversos festivais de música!



Curiosidades: O KIAI já fez parte de uma pesquisa acadêmica (Monografia / Trabalho de conclusão de curso) em que foi pesquisado sobre aspectos composicionais, estéticos e de arranjos por um grupo de estudantes do curso de Composição da UFPel.

Principais influencias são Hermeto Pascoal, Egberto Gismont. Trio Corrente, André Marques, Edu Martins, Julio Herrlein Arnold Shoenberg, Miles, Joe contrain, Bill Evans, Keith Jarret, Esperanza Spalding, Brian Blade, Jack Dejohette, Pat Metteny, Kurt Rosseckel, Jaco Pastorius, Thiago do Espirito Santo, Zimbo trio, Lionel Loueke, Chick Corea, Kiko Freitas.


Músicos

Marcelo Antiqueira Vaz ( Marcelo Vaz) 
Natural de São José do Norte, com graduação em Música- licenciado pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel, com Pós-graduação em “metodologia das artes” na faculdade Uninter, na cidade de Rio Grande. Sua Trajetória inicia-se com bandas escolares onde teve seu primeiro contato com os instrumentos e com a música. Atua como tecladista de bandas de baile desde seus 14 anos e desde sempre teve dedicação e amor pela música. Com evidente trajetória como pianista, arranjador, compositor e educador musical já participou de diversos concursos e festivais. Atua no cenário musical produzindo muitos artistas com seus arranjos e construindo um mundo melhor com a educação musical.

Suas influencias são: André Marques, Cesar Camargo Mariano, Hermeto Pascoal, Rafael Vernett, Hamilton Godoy, Kaith Jarrett, Chick Corea, Bill Evans, Thiago do Espirito Santo, Trio corrente, Esperanza Spalding, Tom Jobim, Quinteto Villa Lobos, Artur Sandoval, J J Johnson, Kiko Freitas, Edu Martins, Victor Wooten, Bob Mcferrin, Joe Pass, Nelson Farias, Pat Metheny, entre outros.
Na Educação Musical: Teca de Alencar de Britto, O Passo, Murray Schafer, Mario Sergio Cortella, Augusto Cury, Edgar Morin entre outros.

Dionísio Souza
Nascido na cidade de Rio Grande, o músico atua como baixista e professor de música na cidade e região. Sua aproximação com a música teve inicio nas bandas escolares da cidade de Rio Grande RS, em especial a Escola Altamir de Lacerda, em que estudou trombone e leitura musical com o mestre Getúlio Vargas, posteriormente voltando seu interesse para os instrumentos de corda (violão/baixo).

Atualmente, Dionísio tem se debruçado e se exposto cada vez com mais profundidade aos grandes mestres da arte musical, tais como: Hermeto Pascoal, Egberto Gismont, John Coltrane, Keith Jarret, Shoenberg, Naná Vasconcelos, entre tantos outros que o inspiram e ampliam, assim, suas possibilidades sonoras e sua receptividade as novas experiências sensoriais através da arte.

Além disso, com o KIAI, o músico vem buscado ainda mais o aprofundamento nas questões musicais, trabalhando cada vez mais suas composições juntamente com seus colegas, para quem as apresenta e com quem realiza experiências musicais sempre com muito respeito à música.

Isaías Soares (Zazá)
Isaias da Silva Soares, mais conhecido como Zazá Soares, é nascido em Rio Grande, Rio Grande do Sul em Abril de 1996. Começou seu envolvimento com a música aos 4 anos de idade, na bateria, acompanhando seus pais na igreja. Aos 5 anos de idade aprendeu seus primeiros acordes no violão, e começou a desenvolver o talento dado por Deus tocando na igreja.

Zazá Soares trabalhou com produção musical, arranjos e direção musical no studio MagaStudio em Rio Grande, dirigiu alguns projetos como produtor musical, e também gravou e produziu algumas bandas e cantores locais. Participou das gravações de alguns CD de cantores e bandas locais.

Atualmente, o multi-instrumentista atua no quarteto instrumental "Kiai", trabalhando em composições próprias, tocando Samba/Jazz, e estando na finalização do primeiro disco “Além”, é professor de música, produtor musical, arranjador, diretor musical, e está acabando suas composições para começar o seu primeiro disco de musica instrumental, que terá grandes nomes da musica como convidados.

Suas influências:
Bateristas: Kiko Freitas, Edu Ribeiro, Cleverson Silva, Tony Royster, Dave Welck, Jojo Mayer,Alexandre Aposan,Brian Blade, Marquinhos Fê, João Cedric, China.
Baixistas tem os grande nomes como, Jaco P., Marcos Miller, André Neiva, Ney Conceição, Prateado, Thiago Espirito Santo, Junior Ribeiro Braguinha, Michael Pipoquinha, Arismar do Espirito Santo,Robinho Tavares…
Guitarristas de grande inspiração são: Nelson Faria, Cacau Santos, Pedro Martins, Chico Pinheiro, Gilberto Oliveira, Joe Pass,Kurt R, Mozardi Mello,Michel Fujiwara,Júlio Herrlein, BB King, Gustavo Assis Brasil…

Lucas (Fê)
Lucas Fê, baterista, natural da cidade de Rio Grande (RS), 1° lugar no Tamborim Drum Festival, hoje vive em Porto Alegre. Seu contato com a música vem desde tenra idade (registros com 4 anos) recebendo influências de seu tio Marquinhos Fê, renomado musico no Brasil.

Lucas já tocou com nomes como Frank Solari, Nelson Faria, Renato Borgheti, Gastão Villeroy, Paulinho Fagundes, Marcio Philomena, Ricardo Baumgarten, Djâmen Farias, Ivan Beck, Sperandires, entre muitos outros.

Desde os 12 anos vêm atuando em diversos projetos em Rio Grande e região. Hoje trabalha em festivais, gravações, aulas e trabalhos instrumentais como KIAI grupo e Gil Jazz trio.

Contato: contatokiai@gmail.com
Produção:
Tel: (53) 81268900 – (53) 99025443
marceloantiqueira@hotmail.com

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3 de fevereiro de 2017

É teetra!!! É teeetra!!!

Saaalve, salve, amiginhos!!

Hoje é sexta, e vamos de dose dupla na divulgação!!! Mais um peso pesado voltando ao palco Ricas Abóboras: Quarto Sensorial!!!

Foto: Gabriel Not/Montagem: Pira Rural.

O ano de 2017 é muito especial para o Quarto Sensorial. A banda completará dez anos de atividade no mês de setembro e a Cascatinha não poderia ficar de fora das comemorações, é claro!

Durante este tempo, lançaram três discos - Quarto Sensorial EP em 2009, A + B em 2012 e Halteroniilismo em 2014 - e se apresentaram quatro vezes em Ibarama, três delas no Pira Rural (edições 2012, 2013 e 2015). 



A música do QS apresenta múltiplas influências e mudou bastante ao longo do tempo. Cada trabalho lançado possui características próprias e as apresentações ao vivo ficam cada vez mais viscerais, intensas. 

Os músicos Martin Estevez (bateria), Carlos Ferreira (guitarra) e Bruno Vargas (baixo) são agora jovens senhores de "trinta e poucos" anos. Estão produzindo atualmente seu quarto disco com músicas inéditas.

Que venham mais 10 anos de vida e de som. 
Sempre com a Cascatinha por perto!

Carlos.Martin.Bruno.
QS


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Essa vida não vai mais me escapar...

Foto: Divulgação/Montagem: Pira Rural
Salve amiguinhos!!

Sexta-feira, dia de lançar novidades aqui sobre o Pira Rural!! E o anúncio de hoje não poderia ser diferente: Cuscobayo volta trazendo o chegueden pra animar a Cascatinha!!

Com um EP e um disco completo na mochila, depois de inúmeros shows por diversos estados e também um rolê nos hermanos argentinos em 2016, eles estão voltando ao palco Ricas Abóboras!

Pra galera que curte, eles vem trazendo todos os itens de banquinha deles: discos, adesivos, camisetas, e aquela empolgação de sempre!!!

A seguir, um belo texto sobre a banda! Curte aí..


CUSCOBAYO - GUIA DO MOCHILEIRO SULAMERICANO
por Douglas Ceconello

Somos um caleidoscópio copero y perturbador de circunstâncias, mas somos, antes de mais nada, o chão em que pisamos. Somos o chão em que pisamos, onde criamos a maioria dos calos e rachaduras que contam sobre nosso próprio caminho, e também o chão ao redor, aquele que ainda pisaremos, onde daremos nossos próximos passos e bailaremos os próximos compassos, alegres ou angustiados. Onde devemos pisar não com temor, e sim com respeitoso sentido de desbravamento, pois é chão já pisado por outros pés igualmente calejados. Clandestino na minha terra, sou local em qualquer parte.


Ao contrário das fronteiras geográficas, as fronteiras culturais são móveis e se esticam entre o Pacífico e o Atlântico ao sabor do nosso encantamento e senso de identidade, obedecendo apenas à indomável cartografia que nossos pés se dispõem a rascunhar. Buscar a alegria não é tornar a vida mais macia ou tentar amaciá-la À FORÇA, desviando a mirada de seus cenários mais sombrios. A vida começa depois do desespero, e é justamente aí que aprendemos a caminhar. E, logo depois, a dançar em meio ao caos. Quando começamos a desconfiar de Deus, inventamos a música. Participar de um show da Cuscobayo é como dançar em meio ao incêndio sem ignorar a presença do fogo. Simplesmente porque há um chão que precisa ser pisado. Herdamos dos africanos que também fomos e somos a dança que se volta ao coração da terra, então tanto melhor tirar o chinelo para tornar-se parte do próprio chão, é o que nos confidencia ao pé do ouvido e no tímpano do tornozelo o chegueden cuscobayense. Porque a raiz também se espalha. Um punhado de terra eu guardei pra viajar.

Certa vez, errando pelas milongas vida, acabei dividindo a mesa com uma guria de TAIWAN que estava passando cinco meses em Buenos Aires em função do tango, sem falar sequer uma palavra de castelhano. Já sentindo o calor soporífero da cerveja e também um pouco DESAHUESADO pela noite maldormida, nos comunicamos com um inglês que parecia emergido de um liquidificador pré-histórico, e assim a charla transcorria cambaleante, mas relativamente fluida, até que resolvi perguntar o que, afinal de contas, ela estava achando da cidade, ao que ela concedeu um segundo protocolar de espera para então estalar embaixo da língua a palavra-senha que parecia pronta há séculos, apenas esperando que algum interlocutor solícito servisse de gatilho. Ela respondeu: WILD.



Diferente de sua terra natal, onde impera a organização e o senso de responsabilidade, lhe assustava o caos impregnado nas ruas da América do Sul, a gritaria, o lixo nas calçadas, as sirenes, se é preciso fazer algo, a gente até faz, mas se não der, também não tem problema, depois a gente vê, e mesmo assim as pessoas parecem felizes nas ruas, se abraçam, falam alto. Ainda assim, quem sabe justamente por isso, ela permaneceu, talvez para sempre. A nossa miséria em parte é nosso tesouro. O que ela identificou como selvageria talvez seja também o reflexo de uns olhos faiscantes e dos abraços aleatórios e inadiáveis. Somos a urgência. Um ganido que escapa. Cusco de rua em cancha reta. O uivo declamado em alguma esquina do Barrio Sur por um Allen Ginsberg pardo de Tacuarembó, cortado na alma por alguma llamada de outubro.

Somos guitarra, cajón e cuíca. Somos noches en boliches, cotovelo no balcão do bar, agua hirviendo em los balcones. Ginebra, caipira e vinho da colônia. Somos candombe, baião e milonga. Dúvida, âncora ou foguete. Arquibancada, murga y carnaval. Somos Restinga, Barracas e Rocinha. Somos moinhos que não estancam. Somos a esquina entre Freeway e Libertador, rota de chão batido, Chevettes e carroças. Mão suada no alambrado, o alento e o pranto. A fúria, o vento e a sede. Leblon e Pernambuco. Parrilla, mondongo e polenta. O eco que se ouve no pampa e o silêncio que assalta a cidade.

Em suas andanças, ensaios e bailongos entre Caxias do Sul e Porto Alegre, a Cuscobayo acabou descobrindo e descortinando o próprio sul da América através de um som e de uma postura que o representam com espírito livre e brutal honestidade. Barrillete cosmico descendo a Serra, rumo aos confins da planície, do charco e da Cordilheira. De peito aberto para o campo, o Prata e a cidade, apropriando-se de uma cultura que é nossa, que depende deste chão que é vasto e se expande – cultura diversificada e mutante que vagueia sem passaporte, ignorando territórios nacionais. Vamos fazer a faxina que a cidade é nossa. A cidade, neste caso, é o próprio continente.

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1 de fevereiro de 2017

Inscrições para oficinas e intervenções artísticas abertas!

Foto: Leíne Bertotti
Salve, salve, amiguinhos!!

Depois de novo recorde, totalizando o absurdo número de 290 artistas/bandas inscritos no nosso edital, seguimos para as próximas inscrições.

A partir de hoje estão abertas as inscrições para os interessados em ministrar oficinas ou apresentar intervenções artísticas no Pira Rural 2017!

Basta acessar o menu EDITAIS aqui no nosso site, e escolher a inscrição correspondente. Mostra aí pra nós o que tu quer apresentar nessa edição!!

Essas inscrições ficam abertas até às 23h59m do dia 15 de fevereiro. Então compartilhem, avisem os amigos, artistas, familiares e todos os conhecidos, para acessarem aí e se inscreverem...

Foto: Leíne Bertotti

Boa sorte a todos! :)
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