17 de abril de 2019

Pira Rural 2019 | Avisos Importantes!!

Informações gerais sobre o funcionamento do Festival.
Leiam tudo com atenção!


Chegada
- as porteiras do Festival se abrem as 9h00m da manhã de sexta, dia 19.
- a entrada é na ordem de chegada.
- havendo fila, respeite-a.

Importante
- Todos devem trazer caneca, prato, garfo, faca e colher!
- os itens acima não são disponibilizados pelo Festival.
- não aceitamos cartões de crédito/débito. Somente dinheiro vivo. Não rateia!

Cozinha
- funcionará das 8:00 da manhã até meia noite.
- no almoço é servido prato feito, mas é necessário comprar ficha no dia, diretamente na cozinha, até o meio-dia (exceto sexta, que poderá ser comprada ficha até às 13 horas);
- o almoço é servido até às 14 horas;
- haverá frutas, cucas, sanduíches, pastéis e outros lanches pra quem quiser comer no café ou ao longo do dia;
- de noite há caldo de batata e caldo de feijão (um tipo cada dia), além dos lanches.
- de noite não há janta para venda (como o prato feito do almoço).

Lanches
- Arca do Grego funcionando das 10 da manhã às 19 horas, com o tradicional pão com moio.
- Fechô o Pastel funcionando das 18 horas até às 02 da manhã, vendendo pasteis diversos.

Mais amor, menos barraca
- entrem nessa campanha;
- a economia de espaço é importante para todos instalarem seus acampamentos no Festival;

Tenham cuidado
- com aranhas e outros insetos;
- mantenham barracas fechadas;
- sempre confiram o interior dos calçados antes de calçá-los;
- sejam cautelosos na água/cascata;
- cuidem das pessoas ao seu redor;

Lixo
- lugar de lixo é no lixo;
- cada um é responsável pelo seu lixo;
- haverá diversas lixeiras para diversos tipos de lixo (lixo seco, bitucas, orgânico, resto de acampamento);
- observe a indicação, e destine o lixo ao seu local adequado;

Não esqueçam
- evitem banhos demorados! Isso economiza água e agiliza o andamento da fila do banho!
- haverá banquinha com comercialização artesanatos, produtos de bandas e similares, confiram;


Contamos com a colaboração de vocês!
Boa páscoa a todos nós!
Festival Pira Rural
Coletivo Clube Mundo

Hotel do Comércio | Sobradinho


16 de abril de 2019

Pariparoba

A Pariparoba representa o time da casa do Pira Rural, e vem escalada com cervejeiro Surfa na guitarra, vocal e composições, cozinheiro Samambaia na bateria e nos molhos, budegueiro Fhio no contrabaixo e gringa gelada, e caseiro Tuito nos teclados e no chimarrão.
Jamais visto coisa igual.


Foto: Romar Rigon.

Oficinas | Yoga

"Yoga é como música: o ritmo do corpo, a melodia da mente e a harmonia da alma criam a sinfonia da vida. Só quando a liberdade se une à disciplina há a verdadeira liberdade." B.K.S. Iyengar
Facilitador: Massimiliano.
Tempo de duração: aproximadamente 1 hora.



Oficinas | Troca de Saberes e Técnicas em Agrofloresta

A Agrofloresta é um método agrícola que procura imitar a sucessão natural de espécies que ocorre nas florestas. É um sistema ancestral de uso da terra que vem sendo praticado por milhares de anos. Combina culturas alimentares com culturas florestais que enriquece todo o ecossistema. O objetivo da oficina é oferecer um espaço para trocas de saberes e experiências.

Abordaremos temas como:
  • Princípios e aplicações dos Sistemas Agroflorestais.
  • A Sucessão e a Estratificação na evolução do sistema.
  • As ferramentas e técnicas da Agrofloresta.

Começaremos com uma roda de conversa sobre os princípios de uma agrofloresta e finalizaremos com uma prática com os conceitos básicos e algumas das técnicas aplicadas.

"O homem não é inteligente, ele faz parte de um sistema inteligente. Se trabalharmos com o potencial dos sistemas, a presença humana deixa  de ser inoportuna." Ernest Göestch

SEMENTES E MUDAS DE ABACATE, JUÇARA E DE ÁRVORES NATIVAS SERÃO SUPER BEM VINDAS!!

Facilitadores:
Amadeu Krebs, entusiasta e aprendiz da agrofloresta. Acredita em uma agricultura florestal / regenerativa, crê muito no potencial das Plantas Alimentícias ainda não Convencionais e do Açaí Juçara nos sistemas de clareiras da mata.
Arthur Venturella: estudante de Engenharia de Minas na UFRGS. Vem se dedicando a trabalhos de recuperação de áreas degradas através de Sistemas Agroflorestais Sucessionais. Crê em uma agricultura biodiversa, trazendo benefícios econômicos, sociais e ecológicos.

Tempo de duração: Aproximadamente 2 horas por dia.
Número de participantes: até 20 pessoas.

Mais amor, menos barracas

Quem conhece a Cascatinha sabe que o espaço físico é limitado.
Entre nessa campanha, chama o mozão e as amizades pra dividir barraca e economize espaço.


ATENÇÃO | Canecas, copos e talheres

ATENÇÃO: todos devem trazer seu copo/caneca, prato, garfo, faca e colher para degustar as bebidas e comidas do Festival! 
Fiquem ligados e avisem os amiguinhos!


15 de abril de 2019

Pira Rural 2019 | Alimentação e Bebidas

Salve, salve, amiguinhos!

Acessa o link aqui embaixo ou no menu ali em cima e confere os itens de alimentação e bebidas disponíveis no festival. 

 

Foto: Leíne Bertotti.

Festival Pira Rural
Coletivo Clube Mundo

IMPORTANTE: O cuidado com o lixo!

Salve, salve, meu queridos!

O Pira Rural chega a sua décima edição, e como sempre, passamos pra falar das coisas importantes sobre a vinda e permanência no Festival. 
Leiam com atenção!!

O lixo
Nos últimos anos, temos feito campanha pela conscientização do povo que habita a Cascatinha ao longo do fim de semana de Páscoa. E esse ano esperamos que seja ainda melhor! Contamos com a colaboração de todos pra que tudo ocorra da melhor forma possível nesse quesito!

Cada um é responsável pelo lixo que produz, e é importante que se de o fim adequado a cada tipo de lixo!

Durante o Festival teremos diversas lixeiras de diversos tipos esparramados por toda a área da Cascatinha!

Lixo seco
Foto: Gabriela Kliemann Dias
Haverão lixeiras para lixo seco em toda área de camping, assim como em diversos pontos próximos ao palco, bar e cozinha. Então cuidem para sempre utilizar as lixeiras! Todas embalagens plásticas, latas e outras coisas que são lixo seco, e que também constituem o maior volume de lixo do Festival, devem ir nessas lixeiras.

Se for lata, aproveite e amasse antes de jogá-la no lixo. Isso irá economizar espaço e otimizar o uso das lixeiras!

Lixo orgânico
Assim como ano passado, haverá uma lixeira exclusiva para lixo orgânico ao lado do lava pratos, localizado atrás da cozinha. Ao lado haverá um saco com serragem para cobrir o lixo orgânico!

Foto: Gabriela Kliemann Dias

As instruções estão escritas na plaquinha que fica junto a essa lixeira, mas já vamos aproveitar para repeti-las:

- jogue o lixo orgânico na lixeira;
- cubra completamente de serragem;

Assim não haverá mau cheiro, e a lixeira vira uma composteira com esse material orgânico depositado dentro juntamente com a serragem.

Bitucas de cigarro
As bitucas de cigarro também tem um lugar específico para serem depositadas. Haverão diversas latas com areia, chamadas por nós de "atola bituca", que são exclusivas para depositar bitucas de cigarro. Haverão diversos "atola bituca" espalhados também na área do Festival.

Mas atenção: são para depósito exclusivo de bitucas de cigarro!! Não são para latas, nem pra restos de comida pessoal!!!

Restos de acampamento
Os restos de acampamento deverão ser deixados na recepção, próximo da entrada/saída do Festival. Ao final do Festival, quando estiverem indo embora, recolha todos os itens descritos abaixo, que vão para o lixo, e poste neste local. Recolha, dobre pra economizar espaço, e deposite lá.
Mas atenção, local exclusivo para:
- pedaços de barracas;
- locas rasgadas/furadas/sujas;
- colchões infláveis furados;

Não deixe nada para trás na área de camping! É obrigação de quem participa recolher tudo o que trouxe junto. As demais lixeiras de lixo seco são para itens pequenos, sendo essa lixeira - próximo ao local de entrada/saída da Cascatinha - de uso exclusivo para esses restos de acampamento.

Cuidado com garrafas de vidro
Como aconteceu nos últimos 2 anos, haverá comercialização no Festival da cerveja Gringa, em garrafas de 600ml, Essas garrafas são de vidro, e elas podem se quebrar caso caiam no chão. Tomem cuidado no manuseio dessas garrafas ou qualquer outra garrafa/objeto de vidro, pois muitas pessoas circulam de pé no chão pelo Festival.

Em caso de dúvidas, falem conosco que passamos orientações.
O que não vale é deixar lixo atirado na Cascatinha na hora de ir embora folks! Contamos com a colaboração de todos pra mantermos o local limpo e organizado após nossa passagem no feriadão de páscoa, para que assim possamos continuar usufruindo desse belo lugar!

Abraço a todos e até a Pàscoa! :-)
Festival Pira Rural
Coletivo Clube Mundo

11 de abril de 2019

Márcio Fulber & Bando

Foto: Mauricio Fulber.
Dixieland é o nome do primeiro subgênero de Jazz, surgido em New Orleans no início dos anos 20, e é essa a sonoridade que Márcio Fulber & Bando vão utilizar para contar “A Saga do Artista de Rua”. Trabalho autoral inédito que conta a história de um músico que decidiu largar sua vida cotidiana para pegar a estrada em busca de novas vivências e aprendizados.

Sendo o Chapéu o personagem principal dessa história, ele representa a troca, a conexão e a liberdade que a arte traz onde quer que esteja, além de permitir a reflexão acerca da valorização que damos à arte, e sua presença nos espaços públicos.

Nessa páscoa, irão compor a trilha sonora do Festival junto à Cascatinha! :)



10 de abril de 2019

Oficinas | Bioconstrução

A bioconstrução é um amplo universo que se adapta e transforma de acordo com o local, a cultura, os materiais disponíveis, às pessoas e ao propósito ao qual cada construção servirá de abrigo.  Esta oficina é para proporcionar uma visão macro dessas múltiplas possibilidades, proporcionando conhecer algumas das diferentes técnicas que podem ser utilizadas de acordo com cada contexto.

Começamos pela conexão com a terra e, utilizando todos nossos sentidos, vamos ir explorando este elemento. Abrindo nossa percepção, iremos num passeio de asa delta pelo mundo da construção natural, em um formato de minilaboratório, onde faremos experimentos em cada técnica, vendo quais suas particularidades, vantagens e desafios.

Atividades
Laboratório
  • Conexão com a terra
  • Identificação e composição do solo: agregante, agregado e estabilizante
  • Testes com o barro
  • estabilização: física e química
Mini Construção
  • Superadobe
  • Solocimento
  • Adobe
  • Pau a Pique
  • Taipa de pilão

Facilitadores: Marina e Douglas (Coletivo Vir a Ser).
Viventes: 20 pessoas.

Oficinas | Liberação de Poeira

A Liberação de Poeira atua em festivais colorindo e contagiando adultos e crianças do evento, a oficina também terá estrutura com luz negra, tintas neon e decorações psicodélicas e vibrantes no local da oficina.
 
Facilitadoras: Fernanda Fare e Tiana Godinho de Azevedo.
Tempo de duração: das 16h às 22h (na sexta e no sábado).
Não há limite de participantes :)


Oficinas | Integral Bambu

Integral Bambu é uma atividade praticada em pirâmides feitas de bambu que permitem a experimentação do corpo de muitas formas, por isso o nome Integral. 

O praticante se pendura, se estica, se equilibra, se fortalece, se diverte, desenvolve e toma mais consciência do corpo, dos seus limites e usa sua criatividade para criar novas formas de praticar. É uma ótima maneira para sairmos da zona de conforto e nos exige estar realmente atentos e presentes.

Facilitadora: Joana Kirst Adami.
Duração: 2 horas.
Participantes: até 9 pessoas.

 

9 de abril de 2019

Oficinas | Dança tradicional da cultura Yorùbá

A oficina é uma soma de contação de história e movimentos dos nossos ancestrais com cantos e toques ao vivo. Demonstrando  nossas historias através de movimentos corporais.

Na cultura Yorùbá a dança é um meios de comunicação, os nosso corpos se movimentam contando uma história, avisos, guerras, paz, natureza em geral, etc. 

O mesmo se aplica diariamente, culturalmente e  religiosamente na vida do povo Yorùbá, por isso somos os mais festivos no mundo que também influenciam o povo brasileiro  principalmente na cultura Afro-brasileira. 

Ìdòwú Akínrúlí
Produtor cultural nigeriano, possui bagagem artística respeitada em seu país de origem num somatório de atuações enquanto percussionista, baterista, dançarino e professor dessas áreas e com um currículo que soma trabalhos junto a inúmeros artistas africanos importantes.  Desde sua chegada no Brasil, se dedica na realização de ações culturais como promover iniciativas que fomentam as artes e cultura de matriz Yorùbá, sua matriz étnica.

Facilitar: Ìdòwú Akínrúlí.



Oficinas | Bambolê

A dança com bambolês trabalha com todo o corpo através da sua movimentação espiralada. Traz muitos benefícios para a saúde, fortalecendo o abdômen, desenvolvendo a coordenação motora e flexibilidade, aumentando a resistência física de quem a pratica.
Além de todos estes benefícios que esse divertido exercício físico proporciona, a dança com bambolês traz uma grande sensação de bem estar ao mesmo tempo em que trabalha o auto conhecimento, isso sem contar o grande potencial criativo e artístico deste círculo mágico!

Durante a oficina serão apresentadas algumas movimentações básicas com o bambolê de forma lúdica e divertida, além de truques e movimentações mais elaboradas, de acordo com o perfil de cada participante. A Umbigo de Bruxa convida todos os corpos brincantes do Pira Rural a adentrar esse portal de movimento que em um giro é capaz de fazer a gente se sentir criança outra vez!!  

Facilitadora: Camila Matzenauer.
Tempo: 1 hora de duração.
Participantes: até 15 pessoas.

8 de abril de 2019

Oficinas | Confecção de incenso natural e introdução ao Kumbaya

A oficina tratará dos assuntos de maneira teórica - prática - degustativa, abordando a origem e simbologia desses artefatos ritualísticos, bem como sua cura prática, do exterior e interior do ser, com aprofundamento sobre os benefícios no corpo, alma e espírito do participante, facilitando assim, para que o mesmo possa disseminar essa semente de conhecimento. 

Incenso Natural
Os incensos naturais são usados desde nossos ancestrais, e exerce um papel de purificação, limpeza, transmutação, enfim, o poder oculto da planta utilizada. Na oficina, será debatido todos os processos até chegarmos ao resultado esperado, sendo esses:
 
* Manejo e conscientização na poda de ervas;
* Cuidados ambientais no uso do incenso;
* Propriedades benéficas e maléficas de cada planta;
* Uso ritualístico e designação em outras Egrégoras; 

Kumbaya  
O Kumbaya tem sua origem africana. Apesar da falta de informações históricas sobre o mix de ervas, sabemos que ele era e é usado como remédio de cura, com cada planta agindo conforme sua missão oculta. 
Na oficina, trataremos o Kumbaya na sua essência, com respeito e admiração à todas as ervas sagradas que ele o compõe, passeando entre seus benefícios energéticos, as combinações possíveis, a redução de danos da nicotina através do Kumbaya e sua conexão astral com os deuses. 

Facilitadora: Cíntia Juliana Bif
Número de participantes: até 15 pessoas.
Tempo: 1 hora.
P.S.: trazer canga/almofada algo para se sentar confortavelmente. 

Oficinas | Acordeon Universal

Para os apreciadores do acordeon e da música sem fronteiras. 

O acordeonista Gabriel Romano irá demonstrar através de audições a versatilidade do instrumento e como utiliza-lo como ferramenta de composição livre. 

Alguns dos assuntos abordados: 
- Origem do acordeon
- Sua chegada ao Rio Grande do Sul 
- Mecânica e prática do instrumento
- Acordeon tradicional gaúcho
- Música sul-americana (chamamé, milonga, candombe, etc.)
- Do sul para o mundo: choro, jazz, música cigana e música erudita.
- Harmonia expandida e improviso
- Música universal
- Composição livre

A oficina serve como um exercício da percepção musical e instiga a reflexão sobre o “eu ouço” e nos leva ao encontro do “eu sou musical” que está conectado com todos os seres e sons do universo.  

É livre para todas as idades e não é necessário ter conhecimento musical. Quem tiver um acordeon está convidado a trazê-lo. 

Facilitador: Gabriel Romano.
Duração: 1 hora.
Número máximo de participantes: 15 pessoas.

Oficinas | Carijada: a vivência de produção de erva-mate

A Carijada é uma maneira de secar erva mate criada pelos Índios Guaranis, com brasas e fogo baixo, utilizando uma estrutura para alojar os ramos de erva mate a uma altura adequada do calor. 

Foto: Matheus Lamaison.
Durante todo o ritual da Carijada o público do Festival poderá participar desde a montagem do Carijo, até cevar o primeiro mate. As tarefas incluem o sapeco, que é o primeiro contato da erva-mate com o fogo de forma direta, antes de ser alojada no Carijo. 

Outro momento importante da vivência é a ronda do Carijo, o momento de cuidado e curtição da carijada. Após cerca de 10 a 12 horas de secagem, quando a erva estiver pronta, iniciaremos o processo de cancheamento, que é uma primeira triturada, depois a erva poderá ir para o pilão, para que os participantes e público geral possam socar sua própria erva e cevar um chimarrão saboroso de erva mate artesanal, orgânica e defumada.

Mestre Carijeiro: Mario Raminelli. Agricultor de Ibarama/RS.
Duração de toda vivência: aproximadamente 20 horas. Para os interessados em participar da vivência, será opcional a presença em todos os processos.
Fonte: Cartilha Carijo e Luis Pires.
- Mais informações sobre o resgate histórico do Carijo: Carijo - filme/documentário
- Documentário produzido e realizado pelo Coletivo Catarse: http://carijoofilme.blogspot.com.br
 

1 de abril de 2019

Tum Toin Foin

Em 2018, para comemorar 30 anos de carreira, o compositor gaúcho Arthur de Faria reuniu alguns dos melhores músicos com quem havia trabalhado em suas diversas bandas (Arthur de Faria & Seu Conjunto, cinco discos lançados entre 1995 e 2015, e a Orkestra do Kaos – dois discos entre 2016 e 2018) para montar a banda Tum Toin Foin. A eles somou novos instrumentistas da cena porto-alegrense, desenhando um painel que abarcasse gente do rock, da música erudita, do choro/samba, da música regional gaúcha e do jazz (evidentemente, muitos militam em várias áreas). Um grupo de câmara, com rigor erudito em execução e escritura, certa pegada roqueira e algo do improviso do jazz. Para isso, a formação resume o quarteto de cordas em um violino e um ou dois acordeons (fazendo as vozes de segundo violino, viola e cello – lembrando que violino e acordeom também são a base da sonoridade de muito da música do leste europeu em geral, e do klezmer em particular). A eles se soma um naipe de sopros graves (com trombone e dois fagotes, instrumento fundamental nas bandas de Arthur) e uma cozinha que mistura variados suingues, peso e complexidade rítmica.

Foto: Martina Mombelli.
Comecemos pelos mais jovens: Erick Endres, o guitarrista, tem 21 anos, dois discos lançados, vem do rock mas se estende por muitas áreas. Miriã Farias, violino, 27 anos, é professora de violino de formação erudita mas também toca blues. Ange Bazzani, 30, colombiana, é primeiro-fagote da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. E substituiu no posto justamente Adolfo de Almeida Jr, nosso outro fagotista, que aposentou-se ano passado da sinfônica, toca música erudita mas dá aula de improvisação livre. Julio Rizzo, trombone, também da OSPA, toca blues e rock com bandas como a Dingo Bells e a Pata de Elefante, além de integrar o Quartcheto, de música instrumental regional progressiva, com muitos discos lançados. Instrumental regional progressivo que também é a área do Gabriel Romano Grupo, do nosso acordeonista, também grande compositor e improvisador. Por fim, a cozinha se completa com o acordeom e o piano de Arthur, o baixo de Bruno Vargas – que tem muitos discos lançados com seu grupo de rock instrumental experimental Quarto Sensorial – a bateria de Guenther Andreas – chefe do naipe de percussão da mesma OSPA e com discos lançados em seu nome e com a banda instrumental progressiva Tratak – e a percussão de Giovanni Berti, instrumentista dos mais requisitados do estado, com algumas centenas de participações em discos desde seus 12 anos de idade (quando integrava o regional de samba e choro Vibrações, que acompanhava o veterano sambista gaúcho Túlio Piva)

Para o repertório, Arthur usou três filtros, tanto para composições inéditas quanto para arranjos de temas originalmente escritos para alguns dos 30 filmes e 21 espetáculos de teatro ou dança que musicou.

1) Só temas/peças instrumentais; 
2) Que estivessem o mais possível situadas nas fronteiras erudito/popular e regional/universal; 
3) Que, mesmo sem texto, contassem histórias, propusessem imagens, levassem o ouvinte junto, sem nenhuma espécie de virtuosismo barato – nem do compositor/arranjador, nem dos instrumentistas.

Quando do início da execução do projeto, a banda já terá pronto seu primeiro material em áudio e vídeo, que deve ser gravado em abril de 2019. Os shows já o terão disponível, por isso não é nosso foco neste projeto. Mas, de qualquer forma, é fácil imaginar o quão mais complexo – e caro - é uma turnê com um grupo dessa envergadura do que seu registro em áudio e vídeo. Por isso o patrocínio é tão fundamental para que nossa música circule – e, esperamos, encante.

Facebook | https://www.facebook.com/TumToinFoin
Youtube | https://www.youtube.com/playlist?list=PL7MlZLWlI6312WfYFXakimXdyDiBtVFJu
Soundcloud | https://soundcloud.com/tumtoinfoin