1 de abril de 2019

Tum Toin Foin

Em 2018, para comemorar 30 anos de carreira, o compositor gaúcho Arthur de Faria reuniu alguns dos melhores músicos com quem havia trabalhado em suas diversas bandas (Arthur de Faria & Seu Conjunto, cinco discos lançados entre 1995 e 2015, e a Orkestra do Kaos – dois discos entre 2016 e 2018) para montar a banda Tum Toin Foin. A eles somou novos instrumentistas da cena porto-alegrense, desenhando um painel que abarcasse gente do rock, da música erudita, do choro/samba, da música regional gaúcha e do jazz (evidentemente, muitos militam em várias áreas). Um grupo de câmara, com rigor erudito em execução e escritura, certa pegada roqueira e algo do improviso do jazz. Para isso, a formação resume o quarteto de cordas em um violino e um ou dois acordeons (fazendo as vozes de segundo violino, viola e cello – lembrando que violino e acordeom também são a base da sonoridade de muito da música do leste europeu em geral, e do klezmer em particular). A eles se soma um naipe de sopros graves (com trombone e dois fagotes, instrumento fundamental nas bandas de Arthur) e uma cozinha que mistura variados suingues, peso e complexidade rítmica.

Foto: Martina Mombelli.
Comecemos pelos mais jovens: Erick Endres, o guitarrista, tem 21 anos, dois discos lançados, vem do rock mas se estende por muitas áreas. Miriã Farias, violino, 27 anos, é professora de violino de formação erudita mas também toca blues. Ange Bazzani, 30, colombiana, é primeiro-fagote da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. E substituiu no posto justamente Adolfo de Almeida Jr, nosso outro fagotista, que aposentou-se ano passado da sinfônica, toca música erudita mas dá aula de improvisação livre. Julio Rizzo, trombone, também da OSPA, toca blues e rock com bandas como a Dingo Bells e a Pata de Elefante, além de integrar o Quartcheto, de música instrumental regional progressiva, com muitos discos lançados. Instrumental regional progressivo que também é a área do Gabriel Romano Grupo, do nosso acordeonista, também grande compositor e improvisador. Por fim, a cozinha se completa com o acordeom e o piano de Arthur, o baixo de Bruno Vargas – que tem muitos discos lançados com seu grupo de rock instrumental experimental Quarto Sensorial – a bateria de Guenther Andreas – chefe do naipe de percussão da mesma OSPA e com discos lançados em seu nome e com a banda instrumental progressiva Tratak – e a percussão de Giovanni Berti, instrumentista dos mais requisitados do estado, com algumas centenas de participações em discos desde seus 12 anos de idade (quando integrava o regional de samba e choro Vibrações, que acompanhava o veterano sambista gaúcho Túlio Piva)

Para o repertório, Arthur usou três filtros, tanto para composições inéditas quanto para arranjos de temas originalmente escritos para alguns dos 30 filmes e 21 espetáculos de teatro ou dança que musicou.

1) Só temas/peças instrumentais; 
2) Que estivessem o mais possível situadas nas fronteiras erudito/popular e regional/universal; 
3) Que, mesmo sem texto, contassem histórias, propusessem imagens, levassem o ouvinte junto, sem nenhuma espécie de virtuosismo barato – nem do compositor/arranjador, nem dos instrumentistas.

Quando do início da execução do projeto, a banda já terá pronto seu primeiro material em áudio e vídeo, que deve ser gravado em abril de 2019. Os shows já o terão disponível, por isso não é nosso foco neste projeto. Mas, de qualquer forma, é fácil imaginar o quão mais complexo – e caro - é uma turnê com um grupo dessa envergadura do que seu registro em áudio e vídeo. Por isso o patrocínio é tão fundamental para que nossa música circule – e, esperamos, encante.

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Soundcloud | https://soundcloud.com/tumtoinfoin

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